top of page
bg-home2_edited.jpg

Laserterapia na Amamentação: da história clínica ao critério de escolha das pacientes


Durante muitos anos, a laserterapia na amamentação foi vista como um recurso complementar, utilizado apenas quando a dor já estava instalada e a mãe cogitava interromper o aleitamento.

Hoje, esse cenário mudou de forma significativa.

O laser terapêutico e a fotobiomodulação na amamentação passaram a integrar a prática clínica baseada em evidências e, cada vez mais, se tornaram um critério de escolha das pacientes ao buscar uma consultoria de amamentação qualificada.

Mas como essa transformação aconteceu?

A história da laserterapia na amamentação


Os primeiros usos clínicos


O uso do laser de baixa intensidade na amamentação teve início de forma discreta, principalmente na Europa e na Rússia, nas décadas de 1980 e 1990. Os primeiros relatos clínicos descreviam melhora da cicatrização de fissuras mamilares e redução da dor, ainda sem padronização de parâmetros.

Essas observações abriram caminho para investigações mais estruturadas nos anos seguintes.

A evolução científica da fotobiomodulação


Com o avanço da fotobiomodulação (PBM) e a melhor compreensão de seus mecanismos biológicos, estudos passaram a demonstrar que a luz vermelha e infravermelha de baixa potência poderia modular inflamação, reduzir dor e acelerar o reparo tecidual, sem efeito térmico.

Entre 2010 e 2016, ensaios clínicos mais robustos evidenciaram:

  • Redução significativa da dor mamilar

  • Melhora do conforto materno

  • Maior chance de manutenção da amamentação

A partir daí, revisões sistemáticas e meta-análises consolidaram o laser como recurso terapêutico coadjuvante, desde que integrado ao manejo clínico adequado.

O que a ciência já estabeleceu sobre laser na amamentação


A literatura científica atual demonstra que a fotobiomodulação atua principalmente:

  • No aumento da produção de ATP mitocondrial

  • Na modulação de mediadores inflamatórios

  • Na analgesia local

  • Na aceleração da cicatrização tecidual

O que isso significa na prática clínica


Na prática, o laser pode:

  • Reduzir a dor que impede a continuidade da amamentação

  • Facilitar o manejo clínico ao remover barreiras dolorosas

  • Ajudar a manter o aleitamento sem sofrimento materno

Mas a ciência também é clara em um ponto essencial: o laser não substitui o manejo da amamentação.

Os melhores resultados estão associados à avaliação clínica adequada, correção de pega e posicionamento, escolha correta do comprimento de onda, dosimetria individualizada e reavaliação constante da resposta clínica.

De recurso complementar a diferencial

Nos últimos anos, as pacientes passaram a chegar à consultoria de amamentação perguntando diretamente:

  • “Você trabalha com laser?”

  • “Aqui tem laser para fissura mamilar?”

  • “Laser ajuda na dor do peito?”

Esse movimento reflete um novo perfil de paciente: mais informada, mais consciente e menos disposta a aceitar dor como algo normal na amamentação.

Hoje, o laser representa para muitas famílias:

  • Cuidado atualizado

  • Atenção à dor materna

  • Tecnologia aliada à ciência

  • Segurança no atendimento

Para o profissional, tornou-se um diferencial clínico real, baseado em critério técnico e não em marketing.

O maior desafio não é ter o laser, é saber usar


O laser não corrige a pega. Não ajusta o posicionamento.

Não substitui o olhar clínico.

Mas quando bem indicado, remove barreiras para que o manejo funcione.

Onde muitos profissionais ainda erram


O erro mais comum está na aplicação automática do laser, sem:

  • Integração com a avaliação mãe-bebê

  • Observação da resposta clínica

  • Ajuste individualizado dos parâmetros

Isso não caracteriza prática baseada em evidências.

Laser na amamentação exige raciocínio clínico, segurança, comunicação clara com a puérpera, registro adequado e conhecimento científico atualizado.

Por que dominar laser hoje impacta sua prática profissional


Profissionais que dominam o uso do laser na amamentação:

  • Ganham mais segurança clínica

  • Transmitem mais confiança às pacientes

  • Reduzem o abandono precoce do aleitamento

  • Se posicionam como referência técnica

Em um cenário ainda marcado por dor, culpa e desinformação, oferecer cuidado atualizado faz diferença real.

Referências científicas


  • Gaitero MV, Mira TA, Gondim EJ, Nascimento SL, Surita FGC.Low-level laser therapy for nipple trauma and pain during breastfeeding: systematic review and meta-analysis. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2025.

  • Hurst C, Guyatt G, Laakso EL.Photobiomodulation therapy at 660 nm for nipple pain in breastfeeding women: a randomized clinical trial. Laser Therapy Journal. 2023.

  • Elaraey EA, et al.Photobiomodulation helps lactating women and their newborns: a pilot study. International Journal of Low Extremity Wounds. 2024.

  • Cochrane Database of Systematic Reviews.Laser therapy for nipple trauma in breastfeeding women. 2024.

  • World Association for Laser Therapy (WALT).Dosimetry recommendations and safety guidelines for photobiomodulation.

Quer aprofundar o uso do laser na amamentação com base científica?


Se você é profissional da saúde, atua com amamentação ou trabalha na área materno-infantil e quer sair do achismo, entender quando o laser realmente faz sentido e como integrá-lo ao manejo clínico com segurança, ciência e responsabilidade, eu preparei um material específico para isso.

O e-book “Laser na Amamentação: Guia Clínico Baseado em Evidências” foi desenvolvido para ser um apoio direto à prática clínica, reunindo fundamentos científicos, indicações reais, cuidados de segurança, raciocínio clínico e orientações aplicáveis no dia a dia do atendimento.

👉 Acesse o e-book aqui: https://go.hotmart.com/O103704052B

O laser não substitui o manejo da amamentação. Mas quando bem indicado, remove barreiras, reduz a dor e contribui para a manutenção do aleitamento.

 
 
 

Comentários


VIRGINIA FERREIRA | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © | 2025

bottom of page