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Dosimetria do laser: o laser não fecha a ferida, prepara o tecido para cicatrizar

Se você já trabalha com laser na prática clínica, talvez já tenha ouvido ou até dito algo como: “Usei o laser e a ferida fechou muito mais rápido.”

Essa frase parece simples. Mas ela esconde um erro conceitual que, silenciosamente, limita resultados clínicos e gera frustração em muitos profissionais.

Aqui vai um ponto-chave que muda completamente o raciocínio terapêutico:

O laser não fecha uma ferida. Quem fecha a ferida é o organismo. O laser prepara o tecido para que a cicatrização aconteça de forma mais rápida e, principalmente, com qualidade.

Quando isso fica claro, o uso do laser deixa de ser automático e passa a ser estratégico.

O problema não é o laser

É a expectativa criada sobre ele

Existe uma narrativa comum de que o laser “resolve” a ferida.

Essa ideia leva muitos profissionais a:

  • aplicar laser esperando apenas um fechamento rápido

  • repetir parâmetros do laser terapêutico sem critério

  • se frustrar quando o resultado não aparece como imaginado

Mas o laser não atua como um curativo que “cola” tecido.

Ele atua no ambiente biológico, criando as condições ideais para que o organismo conduza a cicatrização de forma eficiente.

O que o laser realmente faz em uma ferida?

O laser de baixa intensidade age no microambiente tecidual, preparando o tecido para cicatrizar melhor.

Na prática clínica, isso envolve uma dosimetria aplicada com objetivo claro, capaz de promover:

  • modulação da inflamação

  • aumento da atividade mitocondrial

  • maior produção de ATP

  • organização adequada do tecido de granulação

  • melhora da vascularização

  • redução da dor

Esses efeitos não apenas favorecem o fechamento da ferida, mas aumentam a qualidade da cicatrização.

Cicatrização não é um evento

É um processo com fases bem definidas

Toda ferida passa por fases:

  • inflamatória

  • proliferativa

  • remodelação

O laser pode atuar em todas elas. Mas não da mesma forma.

Para que o tecido responda bem, a dose de energia no laser precisa estar alinhada:

  • à fase da cicatrização

  • ao tipo e à profundidade do tecido

  • ao objetivo clínico daquele momento

Sem esse ajuste fino, o laser perde previsibilidade.

Quando o laser “não funciona”, quase sempre o cálculo de dose está inadequado

Na prática clínica, isso é mais comum do que se imagina.

Vejo diariamente profissionais que:

  • subdosificam por insegurança

  • superdosificam acreditando que mais energia gera mais resultado

Nenhum dos dois extremos funciona.

Laser não é força. É cálculo de dose no laser associado a raciocínio clínico.

Quando a dose é correta, o tecido responde melhor, o processo acontece mais rápido e a cicatrização ganha qualidade.

Feridas não precisam apenas fechar rápido

Precisam cicatrizar bem

Um fechamento acelerado sem qualidade pode gerar:

  • fibrose

  • dor persistente

  • cicatriz ruim

  • maior risco de recidiva

O laser, quando bem aplicado, não atropela o processo. Ele organiza, modula e qualifica a resposta tecidual.

Mas isso só acontece quando o profissional entende:

  • quanta energia está entregando

  • para qual tecido

  • em qual fase

  • com qual objetivo biológico

Aqui, a dosimetria aplicada deixa de ser detalhe técnico e passa a ser decisão clínica.

É nesse ponto que muitos profissionais percebem a lacuna

Em algum momento, quase todo profissional que usa laser se pergunta:

“Será que estou realmente aplicando com critério ou apenas repetindo parâmetros?”

Essa dúvida não significa falta de capacidade. Significa falta de clareza prática sobre dosimetria do laser.

Dosimetria não precisa ser complexa. Precisa ser compreendida, aplicada e ajustada à realidade clínica.

Quando a dosimetria fica clara, o laser muda de papel

O laser deixa de ser um recurso complementar e passa a ser uma ferramenta clínica previsível.

O profissional passa a observar:

  • cicatrizações mais rápidas

  • tecidos mais organizados

  • menos dor

  • menos intercorrências

Isso muda completamente a experiência no consultório e a segurança na tomada de decisão.

Se esse texto fez sentido para você, provavelmente você já percebeu o próximo passo

Não é sobre comprar outro aparelho. Não é sobre protocolos prontos.

É sobre dominar a dosimetria e entender a dose certa para o tecido certo.

Existe um caminho simples para sair do automático e construir esse raciocínio de forma prática, sem excesso de teoria e sem complicação desnecessária.

E, normalmente, quem começa por ele nunca mais aplica laser da mesma forma.

Agora eu quero te ouvir

Você já percebeu diferença na cicatrização quando ajusta a dosimetria? Já viu que feridas parecidas respondem de formas diferentes? Já notou que não é só velocidade, mas qualidade que muda o jogo?

Conta aqui nos comentários. Essa troca é parte do crescimento clínico.

Se esse conteúdo te ajudou a enxergar o laser com mais clareza, ele já cumpriu seu papel.

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