Amamentação de bebês com APLV

Um dos diagnósticos mais complicados durante a amamentação é o de APLV - Alergia à proteína do leite de vaca. Já vi muitas mães desistirem de amamentar por não entenderem a alergia, por não terem condições de seguir a dieta e por medo de piorar a saúde de seus bebês devido a algum deslize na alimentação delas.


Para que vocês possam entender a magnitude do problema, vou explicar do início


A proteína do leite de vaca é uma molécula grande e complexa. Caso a proteína não seja digerida pelo organismo da mãe durante a amamentação, será passado para o bebê pedaços da proteína do leite de vaca.


Se a criança apresentar alergia à proteína do leite de vaca, ela irá apresentar como sintomas:

  • Erupções de pele;

  • Refluxo;

  • Diarreia;

  • Problemas respiratórios, como rinite, tosse seca e até asma aguda com desconforto respiratório grave.

Portanto, se há suspeita de que o bebê reaja às proteínas do leite de vaca que são consumidas pela mãe e veiculadas no leite materno, o aleitamento continua, mas a mãe deve seguir uma dieta de restrição, excluindo leite, derivados e alimentos que os contenham, durante todo o período de aleitamento ou até a tolerância chegar.


A importância da orientação nutricional


Para chegar a um nível de exclusão total desses alimentos é preciso orientação nutricional para encontrar substitutos, além de muita força de vontade para continuar com o aleitamento sob essas circunstâncias.


O meu abraço apertado para as mães que seguem amamentando, principalmente por entenderem a importância do leite materno neste contexto de alergia.


Para quem não sabe, no caso da APLV, a amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida está associada com redução de eczema, alergia alimentar e respiratória, bem como reduz risco de chiado, devido à complexidade imunológica do leite materno.


Se você tem dúvidas sobre a amamentação de bebês com APLV deixe aqui o seu comentário. Aproveite para compartilhar a sua experiência, caso esteja passando por isso.

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