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Álcool e Amamentação: dá para conciliar com segurança?

Um guia para mamães conscientes


Quando se trata de amamentação, é natural que muitas mães se perguntem sobre o consumo de álcool. Afinal, aquela vontade de relaxar com uma taça de vinho no final de semana é compreensível. No entanto, surge a dúvida: como isso pode afetar o bebê?


Neste post, vamos abordar esse tema delicado, fornecendo informações valiosas para ajudar as mamães a entenderem os impactos do álcool durante a amamentação e como conciliar o desejo de relaxar com a responsabilidade de cuidar do bebê. Bora lá?



Primeiramente, vamos esclarecer que:


Considerando as diretrizes da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Pediatria, o consumo de bebidas alcoólicas durante a amamentação não é estritamente proibido, mas também não é amplamente recomendado. Embora seja possível para a mãe desfrutar de um drinque ocasionalmente, é importante ter alguns cuidados.


Um estudo conduzido no Reino Unido nos anos 90, envolvendo 12 mães lactantes, revelou que o consumo de uma quantidade moderada de álcool, equivalente a cerca de uma lata de cerveja para uma mulher de tamanho médio, reduziu significativamente a produção de leite materno em 23%. 


Publicado no periódico New England Journal of Medicine, este estudo é frequentemente citado como referência sobre o tema. O álcool interfere na produção de leite ao inibir a prolactina, o hormônio responsável por estimular a produção de leite. Além disso, pode alterar o cheiro e o sabor do leite, levando à recusa pela criança.


No entanto, mais preocupante do que os efeitos indiretos do álcool sobre a amamentação são as consequências diretas sobre o organismo da mãe. O consumo excessivo de álcool pode comprometer os reflexos e a atenção da mãe, o que representa um risco significativo, especialmente ao cuidar de um recém-nascido. Por isso, se for beber, tenha um responsável sóbrio para cuidar da criança!


Ah, vale destacar também que: ao considerar o consumo de álcool durante o período de amamentação, é importante levar em conta a idade do bebê. O ideal é aguardar até que a criança complete pelo menos seis meses de idade, momento em que o sistema digestivo do bebê está mais desenvolvido e é menos sensível aos potenciais efeitos do álcool presente no leite materno.


Cientes disso, vamos ao nosso guia!


1. Informação é poder: compreendendo o impacto do álcool na amamentação


O álcool pode, de fato, passar para o bebê através do leite materno, mas é importante notar que o impacto pode variar. Estudos mostram que a concentração de álcool no leite materno é diretamente proporcional à quantidade de álcool consumida pela mãe. 


No entanto, os efeitos do álcool no bebê podem depender de vários fatores, como a quantidade de álcool consumida, a idade e o peso do bebê, entre outros.


Entender os mecanismos de transferência e os potenciais efeitos do álcool no bebê pode ajudar as mães a tomar decisões mais informadas e conscientes sobre o consumo de álcool durante a amamentação. É crucial buscar informações confiáveis e consultar profissionais de saúde para orientação individualizada.


2. Timing é tudo: gerenciando o momento do consumo de álcool


Quando se trata do consumo de álcool durante a amamentação, o timing é crucial para garantir a segurança do bebê. Recomenda-se que, se uma mãe optar por consumir álcool, o faça imediatamente após amamentar ou extrair leite.


Isso permite que o corpo tenha tempo suficiente para metabolizar o álcool antes da próxima mamada, reduzindo assim a exposição do bebê a substâncias alcoólicas.


Essa prática é fundamental para minimizar os riscos associados, garantindo a saúde e o bem-estar do bebê. É importante ressaltar que mesmo pequenas quantidades de álcool podem afetar a criança, por isso a moderação e o cuidado são essenciais!


Além disso, é fundamental que as mães estejam cientes de que a quantidade de álcool presente no leite materno atinge o pico cerca de 30 a 60 minutos após o consumo. Portanto, é recomendável aguardar esse período antes de retomar a amamentação, caso tenha ocorrido a ingestão de álcool.


Essas recomendações são baseadas em evidências científicas e são fornecidas para ajudar as mães a tomar decisões informadas sobre o consumo de álcool durante a amamentação.




3. Moderação é a chave: encontrando o equilíbrio adequado


Optar por opções de baixo teor alcoólico ou limitar a quantidade de consumo pode reduzir os riscos para o bebê. Além disso, é importante que as mães estejam cientes dos fatores que podem influenciar a concentração de álcool no leite materno, como peso corporal, metabolismo e tipo de bebida consumida. 


Por exemplo, bebidas alcoólicas com maior teor alcoólico podem resultar em uma maior concentração de álcool no leite materno. É essencial que as mães mantenham-se hidratadas, bebendo água antes e depois do consumo de álcool. Isso pode ajudar a acelerar o processo de metabolização do álcool e minimizar seus efeitos no bebê.


4. Hidrate-se: promovendo a metabolização rápida do álcool


Conforme falamos no parágrafo acima, a ingestão de água antes e após o consumo de álcool é fundamental para facilitar a metabolização mais rápida do álcool pelo organismo. 


Manter-se bem hidratada não só contribui para uma recuperação mais ágil e eficiente após a ingestão de álcool, mas também é essencial para uma produção de leite materno saudável durante a amamentação. 


Além disso, a hidratação adequada ajuda a reduzir os efeitos negativos do álcool no corpo, promovendo o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê.


5. Estoque de leite: uma opção para mamães cautelosas


Para aquelas mães que desejam exercer uma precaução extra, a prática de manter um estoque de leite materno pode ser uma excelente estratégia para os momentos em que desejam consumir álcool. 


Ter leite materno extra armazenado oferece não apenas tranquilidade às mães, mas também garante que o bebê seja alimentado com segurança durante esses períodos. 


Um estoque de leite materno à disposição proporciona uma rede de segurança adicional, permitindo que as mães desfrutem de momentos de relaxamento enquanto mantêm o bem-estar e a saúde do bebê como prioridade.


Encontrando o equilíbrio com amor e informação


Com amor, informação e cuidado, as mamães podem desfrutar de momentos de relaxamento com consciência e responsabilidade. Afinal, as mães não deixam de ser mulheres, seres com vontades e necessidades de socialização. Cada família e cada bebê são únicos, e o mais importante é encontrar um equilíbrio que funcione para vocês.


Espero que estas dicas tenham ajudado a esclarecer algumas dúvidas e proporcionado mais confiança. Compartilhe esse artigo com alguma amiga que pode se beneficiar dessas dicas!


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